Quem mais gastou a cota
Valor líquido pago, somando todas as subcotas do ano. A cota é individual e o teto varia por estado, então o ranking diz pouco sozinho — serve para dar escala ao que vem depois.
Quem mais recebeu
Empresas e pessoas que mais receberam da cota, somando todos os parlamentares. A maioria é fornecedor legítimo e recorrente: gráfica, locadora, companhia aérea. Vale olhar as que aparecem para um parlamentar só.
Para onde vai o dinheiro
Cada linha é uma subcota, do maior gasto para o menor.
Por mês
O gasto da cota não é uniforme: sobe com a atividade legislativa e cai no recesso.
Por estado
O teto da cota depende da distância até Brasília: Roraima e Acre têm o maior, Distrito Federal o menor. Estado com muita gente gasta mais no total, e isso não quer dizer nada por si.
Por partido
As quatro perguntas
Documento repetido
Esta nota aparece lançada mais de uma vez para o mesmo parlamentar?
Mesmo parlamentar, mesmo CNPJ, mesmo número de documento, mesma data e exatamente o mesmo valor em duas ou mais linhas da base. Notas sem número real (SN, S/N, vazio) são ignoradas.
Fornecedor concentrado
Esta subcota foi quase toda para um fornecedor só?
Um único CNPJ recebeu 80% ou mais de tudo que o parlamentar gastou naquela subcota no ano, somando pelo menos R$ 20.000,00 em 3 notas ou mais.
Valor atípico
Esta nota é muito maior que as outras notas da mesma subcota?
Valor acima do percentil 99,5 da própria subcota, com piso de R$ 1.000,00. Subcotas com menos de 50 notas no ano ficam de fora.
Fracionamento
O mesmo fornecedor recebeu várias notas no mesmo dia, somando alto?
Duas ou mais notas do mesmo parlamentar para o mesmo CNPJ na mesma data, somando no mínimo R$ 5.000,00 — e também no mínimo 3.0 vezes o percentil 99 da subcota, o que for maior.
Como o padrão é calculado
O corte de cada regra sai da própria base, não de um número escolhido a dedo. Para dizer que uma nota de combustível é alta, o radar ordena todas as notas de combustível do ano e olha o percentil 99,5: a nota precisa estar entre as cinco em cada mil maiores daquela subcota.
Percentil, e não média, porque a distribuição tem cauda longa — a maioria das notas é pequena e algumas são enormes, e a média seria arrastada justamente pelos casos que interessam. O percentil descreve o normal sem se deixar contaminar pelo anormal.
Cada regra tem também um piso em reais. Sem ele, uma subcota de valores baixos produziria centenas de alertas irrelevantes de R$ 40.
De onde vêm os dados
Do arquivo em massa da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, publicado pela Câmara dos Deputados em camara.leg.br/cotas/Ano-2026.csv.zip. O arquivo tem 111.325 linhas e é atualizado diariamente pela Câmara.
O radar baixa o arquivo, lê cada linha, aplica as quatro regras e publica esta página. Tudo isso roda de graça no GitHub Actions, uma vez por dia, e o código inteiro está aberto no repositório do projeto.
O valor usado é o líquido — o que foi efetivamente pago, já descontado o que a Câmara glosou.
Limites conhecidos
A cota não é o gasto total do parlamentar. É só o que ele reembolsa pela Câmara. Despesa paga do próprio bolso não aparece.
O texto é gerado a partir do arquivo. Se o arquivo tem erro de digitação no nome de um fornecedor, o site repete o erro.
Alerta não é irregularidade. Vale repetir: nenhuma das quatro regras prova nada. Elas existem para dar um ponto de partida a quem vai olhar os documentos — os links das notas estão em cada alerta.